I - As reflexões de Hindy (Hindemburgo de Carvalho Lisboa),um místico/mestre/filósofo.
"Para os entes queridos, saudades.
Para o agente funerário, lucro.
Para os vermes, comida.
Para o médico, fracasso.
Para o mártir, vitória.
Para o marxista, capitalismo.
Para o teórico, tese.
Para o antropólogo, cultura.
Para Drácula, sangue.
Para o que padece, alívio.
Para o que crê, esperança.
Para o descrente, vazio.
Para o sociólogo, laboratório.
Para o legista, formol.
Para o sacerdote, caminhada.
Para os amantes, solidão.
Para a terra, húmus.
Para os anjos, companhia.
Para os demônios, sarcasmo.
Para o Guru, retorno.
Para a comadre, assunto.
Para o chato, enfado.
Para o jornal, nota.
Para o cinema, bilheteria.
Para o coveiro, salário.
Para o jovem, desperdício.
Para o caçador, mais um.
Para o santo, recompensa.
Para o criminoso, resgate.
Para o trânsito, congestionamento.
Para o político, discurso.
Para o filósofo, dúvida.
Para o marceneiro, madeira.
Para o niilista, e daí?!
Para o agnóstico, sei lá!
Para o humorista, piada.
Para o fatalista, amanhã serei eu.
Para o indiferente, quem?!
Para o otimista, ficou bonito(a)!
Para o policial, rotina.
Para o hippie, viagem.
Para o juiz, processo.
Para a carola, reza.
Para o alquimista, transmutação.
Para o general, baixa.
Para o exausto, repouso.
Para o genro, enfim sós.
Para o inimigo, já vai tarde!
Para o cartório, herança.
Para o navio, naufrágio.
Para o prudente, cuidado.
Para o insensato, inevitável.
Para o palhaço, brincadeira.
Para o amigo, ausência.
Para o médiun, psicografia.
Para o poeta, soneto.
Para Graci, dissertação".















