domingo, 28 de fevereiro de 2016

Agente de Serviços Fúnebres




Eis aqui uma matéria especial, daqui a pouco estarei em uma sala realizando uma prova de concurso para ser, ou pelo menos tentar conseguir se tornar um Agente Fúnebre, mais conhecido por Agente Funerário ou Agente de Servições Fúnebres.

Na hora de escolher em que eu queria área eu gostaria de atuar, me senti atraído por uma profissão que lida vinte quatro horas por dia com a morte. Um Agente Funerário doa seu tempo em prol de "agradar os mortos", isso com muitas técnicas, dentre elas duas relevantes na área fúnebre, que são a Tanatopraxia e a Necromaquiagem, das quais vocês saberão melhor ao decorrer da matéria.

Afinal das contas, o que realmente faz um Agente Funerário?

Podemos afirmar que um Agente Funerário é o profissional responsável por atuar na remoção e preparação de corpos para o funeral e a despedida final seguida pelo enterro.

Um Agente Funerário organiza urnas, ornamenta salas de velório, realizando todo o processo o cerimonial de despedidas dos velórios.

Está sob as responsabilidades de um Agente Funerário responder pelo sepultamento, auxiliar nos serviços administrativos, prestar serviço aos familiares, executando a conservação de cadáveres por meio de técnicas, substituindo fluidos naturais por líquidos conservantes, providenciando os registros de óbitos e demais documentos necessários.

Para que o profissional tenha um bom desempenho como Agente Funerário é essencial possuir conhecimento em tanatopraxia e técnicas de conservação de cadáveres.



Tanatopraxia



Tanatopraxia é o procedimento de preparação do cadáver para o velório ou funeral, assim o corpo não sofrerá, pelo tempo solicitado pelos familiares, as decomposições naturais.

Isso é, o funerário precisa manter o corpo em ordem e retardar o processo de decomposição tempo suficiente para ser realizadas todas as cerimônias.

Um dos motivos da tanatopraxia é evitar que o cadáver se transforme em um perigo em potencial para a higiene e saúde pública, pois, foi possível registar numerosos casos de acidentes infecciosos provocados por restos mortais. Sendo que de fato as bactérias não patogênicas num ser vivo perduram depois da morte.

No caso de se tentar evitar a decomposição do corpo, é utilizada a técnica de aplicar injeções de produtos bactericidas, com o objetivo de destruir as bactérias existentes como também de estabelecer um ambiente asséptico capaz de resistir a uma invasão microbiana.

O processo é prático, consiste basicamente em eliminar os fluídos do corpo do defunto por meio de incisões, que logo em seguida serão suturadas, sem esquecer é claro de costurar a boca por dentro e colocar algodão na garganta e narinas do defunto para evitar que "fluídos desagradáveis" escapem do corpo.

Corpos mutilados também recebem tratamentos de restauros e cosmética para tentar restituir o aspecto natural dos traços do defunto com o objetivo de atenuar o sofrimento dos familiares.



Necromaquiagem



A Necromaquiagem tem como principal objetivo literalmente maquiar o morto, minimizando imperfeições no corpo e atenuando a cor da pele (geralmente pálida após a morte), isso com uso de cosméticos comuns de beleza, e outros

A Reparação Facial é uma técnica de recuperação das feições da pessoa falecida, minimizando os efeitos de prolongados períodos de enfermidade, devolvendo-lhe aparência e tons naturais, limitando-se às partes visíveis do corpo (mãos e unhas, face e cabelos). A Reconstituição Facial é uma técnica restauradora mais avançada, que visa recuperar vítimas de acidentes e doenças, que por apresentarem lesões não permitiriam a apresentação do corpo no velório.

Estas técnicas visam aproximar a aparência da pessoa falecida a sua condição natural, reduzindo efeitos da idade e marcas de enfermidades e acidentes, permitindo uma última apresentação confortante à família e amigos.

São serviços realizados por profissionais com habilitação em técnicas de estética, acrescentados conhecimentos de necromaquiagem, adquiridos em cursos específicos do setor funerário.

Confira abaixo uma matéria jornalistíca tratando o assunto mais de perto o assunto.


Enfim, cheguei em casa agora a pouco e como constata o óbvio, me esforcei o máximo que pude para responder a prova. 

Foram 60 questões ao todo, as mesmas eram de múltipla escolha, espero ter tirado um bom resultado, afinal, apesar de muitos considerarem a profissão estranha, ao meu ponto de vista é uma filosofia de vida saber como lidar com a morte, que é um processo natural da vida no qual todos embarcaremos.

É uma área profissional que como todas, requer coragem e aprendizado, ou quem sabe predestinação, pode ser até um tipo de sentimento, mas trabalhar no ramo da morte é bem mais do que se imagina, e sempre existe algo novo para se aprender.


Autor da Matéria: David Alves Mendes

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