sábado, 5 de dezembro de 2015

Algas

Minha avó cresceu num bairro pobre da era-proibida de Chicago. Sua família vivia em uma pequena casa perto do porto, e uma de suas primeiras lembranças era de um verão particularmente quente quando, procurando refúgio do calor, ela e sua irmã descobriram uma seção raramente usada de calçada à beira-mar perto de um armazém abandonado. Todas as noites, durante várias semanas, as duas meninas fariam o seu caminho até as docas e se sentariam juntas na beira do cais, enquanto o sol se punha. Minha avó vividamente, e por um tempo carinhosamente, recordava da sensação de algas entre os dedos dos pés enquanto ela e sua irmã balançavam seus pés na água turva.



Isso até anos depois quando ela voltou para o cais e descobriu que o armazém tinha sido demolido. Curiosa, ela fez uma pesquisa no Departamento de Planejamento e Desenvolvimento. Aparentemente, por um tempo o armazém tinha sido propriedade da máfia, que estava usando-o como uma base de operações para uma rede de prostituição local. Isso só tinha sido descoberto quando um associado começou "eliminar" prostitutas rivais, calçando-as com sapatos de concreto e despejando-as no porto. Agentes de investigação tinham recuperado quase duas dúzias de corpos das águas de um cais isolado perto dali.

Como os corpos tinham sido descobertos? Um pescador avistou um pouco do cabelo das vítimas flutuando perto da superfície da água, como algas.

Tradução de Flávia, do blog Creepyasta Brasil

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