terça-feira, 14 de julho de 2015

Algumas cruéis experiências nazistas



















Nessa matéria você irá conferir algumas das experiências realizadas na Segunda Guerra Mundial pelos nazistas, além das torturas não satisfeitos, os nazistas ainda realizaram inúmeras experiências cruéis nos campos de concentração.

Isso não é novidade, os que conhecem a história de Hitler sabem o quanto o mesmo era obcecado por novas descobertas, custe o que custasse.


Experimentos sobre Congelamento

Um dos métodos de tortura mais utilizados nos campos de concentração pelo alto comando Nazista foi o de congelamento/hipotermia. Como as forças germânicas estavam doentes e mal preparadas para o inverno Russo, os chefes acharam por bem preparar seus soldados para o frio. Em 1941, a Luftwaffe conduziu experimentos para aprender como tratar a hipotermia. As experiências eram divididas em duas partes. Primeira: verificar o tempo que demoraria para a temperatura do corpo abaixar até se dar a morte. Segunda: descobrir a melhor forma de tentar reanimar a pessoa. O estudo forçou pessoas a ficarem em um tanque de água semi congelada por até três horas. Outros estudos colocaram prisioneiros nus em campo aberto durante várias horas com temperaturas abaixo de zero. Uma sonda que mede a diminuição da temperatura corporal era inserido no ânus e era mantida no lugar por um anel metálico expansível, que foi ajustada para abrir dentro do reto para segurar a sonda firmemente no lugar. A vítima era colocada em um uniforme da força aérea, e depois colocada na poça de água fria e começava a congelar. O objetivo foi determinar quanto tempo o corpo humano pode sobreviver a tais temperaturas e avaliar diferentes formas de reaquecimento dos sobreviventes. Essas experiências foram realizadas por Mengele e seu equivalente da Força Aérea, o médico Sigmund Rascher da Luftwaffe.


Experimentos sobre Malária

A maioria das experiências tinha por objetivo desenvolver e testar medicamentos, bem como métodos de tratamento para ferimentos e enfermidades dos soldados alemães, como por exemplo a Malária. Em torno de fevereiro de 1942 e abril de 1945, experimentos foram realizados no Campo de concentração de Dachau, a fim de investigar imunização para o tratamento da Malária. Detentos saudáveis foram infectados propositalmente pelo mosquito ou por injeções de extratos de glândulas mucosas das fêmeas de mosquitos infectados. Depois de contraírem a doença, estas pessoas foram tratadas com várias drogas para testar sua relativa eficiência. Mais de 1.000 pessoas foram utilizadas nesses experimentos, e desses, mais da metade morreu como resultado.


Experimentos sobre gás mostarda

Diversas vezes entre setembro de 1939 e abril de 1945, experimentos foram conduzidos em Sachsenhausen, Natzweiler, e outros campos para investigar o tratamento mais eficaz das feridas causadas por gás mostarda. Pessoas foram deliberadamente expostas à gás mostarda e outros gases, o que causava graves queimaduras químicas na pele. As vítimas feridas foram então testadas para encontrar o tratamento mais eficaz para as queimaduras de gás mostarda.


Experimentos sobre esterilização

Outras experiências repugnantes tinham por meta facilitar os objetivos raciais nazistas, com uma série de experiências de esterilização, realizadas principalmente em Auschwitz e Ravensbrueck. Lá, os "cientistas" testaram diversos métodos, com o objetivo de desenvolver um procedimento eficaz e barato de esterilização em massa de judeus, ciganos, e outros grupos considerados pelos nazistas como racial ou geneticamente indesejáveis. A radiação era o tratamento favorito para a esterilização. A exposição de pessoas à radiação destruia sua capacidade para produzir óvulos ou espermatozóides. A radiação foi administrada enganando os presos, estes eram levados para uma sala e pedia-se o preenchimento de formulários, que levava dois a três minutos. Alguns eram submetidos a seções de raio X, mais na realidade estavam sendo expostos a radiação. O tratamento de radiação era administrado sem o conhecimento dos presos, tornando-os completamente estéreis. Muitos sofreram graves queimaduras.


Experimentos sobre a água do mar

Em torno de julho de 1944 e de setembro de 1944, experimentos foram realizados no Campo de concentração de Dachau para estudar vários métodos de tornar a água do mar potável. Em certo momento, um grupo de cerca de 90 ciganos foram privados de comida e água, sendo dado de beber somente água do mar pelo Dr. Hans Eppinger, o que os deixou gravemente feridos. Eles ficaram tão desidratados que lambiam os pisos recém-lavados, numa tentativa de obter água potável.


Experimentos com venenos


Em torno de dezembro de 1943 e outubro de 1944, experimentos foram conduzidos em Buchenwald para investigar o efeito de diferentes venenos. Os venenos foram administrados secretamente na alimentação de indivíduos. As vítimas morreram em consequência do envenenamento ou foram sacrificadas imediatamente, a fim de permitir autópsias. Em setembro de 1944, eram disparadas balas venenosas contra os presos, que após a tortura, faleciam.



















Na imagem acima, a sobrevivente do campo de concentração Jadwiga Dzido mostra a perna com cicatrizes para a Corte de Nuremberg (Durante o julgamento conhecido como "O julgamento dos médicos") enquanto um médico explica a natureza dos procedimentos infligidos nela no campo de concentração de Ravensbrück em 22 de novembro de 1942. As experiências médicas, incluindo injeções de bactérias altamente potentes, foram realizadas pelos réus Herta Oberheuser e Fritz Ernst Fischer. 20 de dezembro de 1946.

Fonte: Noite Sinistra