sábado, 4 de abril de 2015

Reencarnação























A reencarnação é a volta do espírito à vida terrena em outro corpo. Não se pode confundir reencarnação com ressurreição, pois a reencarnação é um processo natural pelo qual todos passamos ou passaremos um dia.

Segundo a doutrina espírita, antes de reencarnar o espírito assume certas responsabilidades, missões ou provas. A reencarnação tem o objetivo de expiação, compensação ou outro, como vemos abaixo.

Motivos da reencarnação

Expiação – significa pagar, resgatar ou compensar ações de vidas anteriores. O ditato “aqui se faz, aqui se paga” tem uma conotação de “verdade” de acordo com esse conceito.

Prova – pode ser confundido com expiação, mas não existe a “falta” a ser resgatada, são provas escolhidas pelo espírito para purificar-se ou terminar etapas de seu desenvolvimento.

Missão – são tarefas que os espíritos têm que desempenhar nesta ou em outra vida.

Cooperação – através de sua reencarnação, os espíritos colaboram com outros espíritos no desempenho de suas missões ou provas.

Desenvolvimento da inteligência – através da pesquisa científica, os espíritos desenvolvem sua inteligência e apuram sua moral.

Estudiosos e pesquisadores, adeptos à conhecida ciência, discordam que possa existir vida após a morte, no entanto, a Física Quântica nos leva a tomar conhecimento quanto às diversas perguntas que a ciência ainda não conseguiu responder.

Uma pesquisa, iniciada há anos atrás pelo professor-doutor Ian Stevenson (1918-2007), sobre crianças que afirmam ter lembranças de uma vida anterior (você pode conferir mais sobre sua pesquisa no livro Crianças que se Lembram de Vidas Passadas), nos leva a questionar o que já conhecemos a respeito do assunto através de relatos de casos e metodologia palpável.

Jim Tucker, professor de Psiquiatria e Ciências Neurocomportamentais, sucessor de Stevenson, continua o estudo até os dias de hoje e resolveu apresentar ao mundo alguns dos mais curiosos casos de reencarnação, existem mais de 2.500 casos relatados desde 1961.

Os estudos são baseados em sinais ou marcas de nascença, deformidades ou doenças relacionadas à causa da morte. Segundo Stevenson e Tucker, crianças entre 3 e 7 anos possuem capacidade de lembrar de uma personalidade anterior pelo fato de não ter muitas memórias vivenciadas. Ao começar a falar as primeiras palavras, narram histórias consideradas fantasiosas pelos seus pais, podem apresentar distorção comportamental e características nada comuns à sua idade.


O Caso de Ryan

Ryan é um menino de 10 anos, que mora com seus pais, (que são batistas e não creem em reencarnação), na cidade de Muskogee, Oklahoma (EUA). Aparentemente uma criança normal, não fossem suas histórias sobre filmes, musicais que se passavam nos anos 40 e 50. Tudo começou quando Ryan, aos 4 anos costumava acordar no meio da noite chorando e implorando para visitar a cidade de Hollywood.


A mãe do garoto foi em busca de informações sobre filmes das décadas em questão, quando se deparou com fotos do filme “Night After Night”, onde, Ryan imediatamente reconheceu: “Mãe, este sou eu!” referindo-se a um figurante, o qual mais tarde foi identificado como Marty Martin, que era ator, porém mais tarde, ficou conhecido como agente que transformava gente comum em artistas famosos.


O Caso de Edward Austrian

Quando Edward Austrian começou a narrar fatos sobre a Primeira Guerra, sua mãe, Patricia Austrian relacionou o problema de garganta, não explicado pelos médicos, às histórias contadas por seu filho.

Edward costumava dizer que lembra de que, quando tinha 18 anos, estava na França, em um cenário de guerra, carregando seu rifle, quando uma bala cortou seu pescoço. Ele relatou que ainda conseguia sentir o gosto de sangue e a chuva que molhava seu rosto enquanto morria.

O menino desenvolveu um cisto na região anterior do pescoço, que doía muito e ao invés de reclamar de dores na garganta, dizia: “o tiro está doendo”.

Logo após falar sobre o assunto com seus pais, o cisto foi diminuindo aos poucos até desaparecer. O pai de Edward, que por sua vez é médico, considera muito rara a forma de como o menino obteve a cura do cisto e assim como muitos, fica intrigado com a possibilidade de que o filho tenha vivido em outra vida como um soldado.


O Caso de Romy Crees

Romy era uma adorável garotinha que assim que começou a falar iniciou uma maratona de relatos curiosos sobre sua suposta vida passada. Romy repetiu inúmeras vezes ao dia o nome Williams e dizia que havia morrido em um acidente de moto nas proximidades de onde vivia sua vida atual. Romy Crees descrevia tão detalhadamente sua antiga casa que os pais da garotinha conseguiram achar a residência, que ficava a 200 km da casa atual da família. A garota reconheceu os três filhos do falecido dono da casa, Williams, que havia morrido em um acidente de moto algum tempo antes de Romy Cress nascer.


O Caso de James Leininger

O caso de James Leininger, “o garoto dos aviões”, é uma suposta reencarnação estudada na história. James Leininger era uma criança aparentemente comum, apenas com uma pequena curiosidade: só brincava com aviões, amava aviões, era fascinado por aviação. Não importava que brinquedo seus pais o dessem, James só queria aviões, de todos modelos e cores. O pequeno James parecia entender de aviação de uma forma curiosa, uma vez (ao caminhar ao lado de um avião com seus pais) até falou como se estivesse fazendo uma checagem pré-voo, usando termos técnicos.

Aos dois anos de idade o pequeno James começou a sofrer com pesadelos, acordava muito assustado e dizendo frases assustadoras, como: “avião em chamas, homem pequeno não consegue sair”. Tais pesadelos se tornaram um grande problema, causando insônia no garoto e nos pais. Preocupados com a sanidade do filho, eles o levaram a um especialista, que começou a dedicar-se ao estudo do fenômeno da reencarnação, a fim de compreender o caso de James Leininger, que conseguiu se relembrar de muitas memórias de sua vida passada.

A suposta vivência passada de James foi encarnada no corpo de um piloto de caça, que havia decolado em um navio na Baía de Natoma e morrido após seu Corsair ser atingido em cheio por um caça japonês em Iwo Jima. James ainda acrescentou que costumava voar acompanhado de um homem chamado Jack Larson.

O pai do garoto se tornou obcecado pela suposta vida passada do filho, e ao pesquisar descobriu que Jack Larson foi um piloto morto em missão, e que Natoma era um porta-aviões no Pacífico.

Coincidentemente ou não, o único piloto a decolar de Natoma e morrer em Iwo Jima se chamava James M. Huston Jr., morto em missão com 21 anos de idade, em 1945.


O Caso de Cameron Macaulay

Como uma típica criança de seis anos de idade, o pequeno Cameron Macaulay gostava muito de fazer desenhos. Um de seus preferidos era o de uma casa de um único pavimento, com a fachada toda branca, localizada em uma baía. Quando sua mãe perguntou que casa era aquela, a resposta de Cameron fez com que um arrepio corresse ao longo de sua espinha.

O menino respondeu que aquela era a sua casa, e que ele vivia ali com sua antiga mamãe, numa região situada em Barra, uma ilha escocesa, a uma distância de 260 quilômetros de seu lar atual. Cameron estava convencido de que tinha vivido uma vida passada, e parecia estar muito preocupado que sua antiga família pudesse estar sentido a sua falta.

Depois do susto, sua mãe recordou que desde que aprendeu a falar, Cameron costumava contar aventuras infantis vividas naquela ilha. Mas a partir do momento em que ele passou a fornecer detalhes sobre a casa em que estas aventuras aconteceram, muitas outras memórias vieram à tona. Cameron descrevia sua antiga família, seus irmãos e irmãs, chegando até mesmo a contar como seu antigo pai tinha morrido.

No início, a família tratou estas narrativas como sendo parte de uma imaginação fértil de criança. Contudo, em determinado ponto, o pequeno Cameron começou a apresentar sinais de tristeza e sofrimento, reclamando por estar separado de sua família de Barra.

Certo dia, a professora de Cameron chamou seus pais para uma conversa. Disse a eles que o menino se queixava muito da ausência dos pais e dos irmãos. Além disso, sentia muita falta de brincar nas pedras da praia e reclamava que sua casa atual tinha apenas um banheiro, enquanto a casa de Barra tinha três.

Desde então não parava mais de falar sobre a ilha e o que tinha experimentado ali. Contou como costumava observar os aviões pousando desde a janela de seu quarto. Chegou mesmo a dizer que seu pai se chamava Shane Robertson, e que ele tinha morrido porque não tinha olhado para os dois lados, possivelmente se referindo a um atropelamento.

Não demorou para que uma equipe de pesquisadores, entre os quais estava Jim B. Tucker, professor de psiquiatria da Universidade da Virgínia, encontrassem o menino, e o convidassem a ir a Barra para conhecer seu antigo lar. Ao receber a proposta, a mãe de Cameron ficou assustada, pois sua família rejeitava a tese de uma vida passada. Mas o menino ficou tão excitado que não conseguia parar de pular de alegria.

Quando o avião pousou na baía de Cockleshell, Cameron perguntou para sua mãe: “O meu rosto está brilhando?” E a mãe respondeu: “Por que você está perguntando isso meu filho?” E Cameron disse: “Porque eu estou muito feliz!” Da janela ele apontava para a praia e dizia: “Agora vocês acreditam em mim?” E quando desceu do avião, jogou suas mãos para o alto e gritou: “Estou de volta!”

Já no hotel, a família de Cameron e a equipe de pesquisadores partiram em busca de pistas sobre o passado do garoto. Quando localizaram a casa branca na baía (na foto ao lado), dirigiram-se imediatamente para lá, mas sem contar nada para Cameron. Ao chegar na frente da construção, Cameron a reconheceu no mesmo instante. Mas algo mudou em sua expressão.

Cameron parecia triste enquanto andava pelo interior da casa, como se sentisse falta de alguma coisa. Talvez ele estivesse esperando que, ao entrar em casa, sua mãe estivesse ali para recebê-lo, exatamente como ele se recordava. Parecia conhecer todos os seus detalhes, e não demorou para que encontrassem os três banheiros que ele já tinha mencionado para sua professora.

Os pesquisadores levaram a família de Cameron para conhecer um membro da família Robertson. No entanto, ele não foi capaz de fornecer quaisquer informações a respeito de Shane, sua mulher e seus filhos. Ainda assim, ao ver fotos antigas de família, Cameron reconheceu um carro preto, e um cachorro preto e branco, dos quais ele já tinha falado diversas vezes.

Para a família de Cameron, a viagem à Barra representou um verdadeiro alívio. Ninguém mais desconfiava que Cameron estivesse inventando coisas, e o menino se tornou mais calmo, não sentindo mais a tristeza que tanto o aborrecia. Nem todas as respostas foram encontradas, e a maior certeza de todas, ao menos para Cameron, é que a morte não é o fim, mas um novo início.



Particularmente acredito firmemente em reencarnação, tenho várias teorias em torno de inúmeras questões simples e complexas, porém não gosto de discutir minhas crenças, tudo o que posso falar é que sou um sujeito bastante espiritual.