segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Um lugar para o mal viver














A ilha de Drangey, no Atlântico Norte, a cerca de uma hora de viagem de barco do norte da Islândia, é marcada por um penhasco enorme que se ergue a 168 metros acima do nível do mar. Este afloramento é o lar de milhares de aves marinhas. Na Idade Média, a ilha também era considerada o lar de de trolls e de outros seres malignos. Homens que escalavam os penhascos para caçar pássaros e apanhar ovos, muitas vezes caíam para a morte, porque suas cordas, seriam misteriosamente cortadas.


Aterrorizadas, as pessoas já não se aventuraram nas falésias de Drangey, o que se tornou um problema para Gudmundur (ou Gvendur), o santo bispo de Holar. A cidade islandesa  atraía inúmeros mendigos e alimentá-los dependia da caça em Drangey. Então, Gudmundur decidiu exorcizar a ilha. Com vários sacerdotes e um barril de água benta, o bispo começou a abençoar a ilha, usando cordas para escalar os penhascos traiçoeiros. Ele estava quase finalizando seus rituais, quando uma gigantesca mão peluda saiu da face do penhasco e começou a cortar a corda de Gudmundur. Felizmente, a corda tinha sido abençoada com antecedência. Quando a criatura viu que não podia matar o bispo, ele implorou: "Pare de dar sua bênção, bispo Gvendur, até mesmo o mal precisa de um lugar para viver. "

Por isso, o bispo declarou que aquela parte do penhasco deveria ser um lugar para o mal residir e que as pessoas deviam evitar caçar por lá. A lenda conta que o local atrai muitos pássaros, uma vez que é o único lugar na ilha onde as pessoas não caçam. O bispo Gudmundur começou a realizar bênçãos regulares em outros lugares amaldiçoados, mas ele sempre teve o cuidado de deixar de lado "um lugar para o mal viver."

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