sábado, 22 de março de 2014

Banda Maldita


São diversos os aspectos que me chamam atenção nessa banda, e diversos os motivos ao qual a considero minha banda favorita, um desses motivos é a ligação que a banda possui o com o terror, a mesma possui fortes influências em filmes de terror, inclusive o nome original da banda era Malachi (um personagem do filme A Colheita Maldita), porém os integrantes resolveram mudar o nome, pois achavam que não fazia sentido ter um nome inglês em uma banda tão diferente, justamente por possuir letras em português, e assim nasceu a Maldita.

Os integrantes da banda atualmente são: Vidaut (baterista), Magrão (baixista), Lereu (guitarrista), Fernando (vocalista), Erich (vocalista).


A banda lançou até agora três álbuns e um EP, que são:



Mortos ao Amanhecer (2005)
O primeiro álbum da banda contém composições um pouco mais pessoais, ideias escritas no papel entraram em harmonia com a melodia pesada do metal e deram vida a este álbum que considero o início de um 'ciclo evolutivo', vejo este álbum como a reunião de pensamentos, hipóteses e ideias de um jovem que possui uma diferente visão de mundo.



Anatomia é uma das músicas mais conhecidas da banda, a música retrata o ponto extremo do amor, onde você chega ao ponto de matar a pessoa que você ama e entrar nela no sentido literal da coisa.



Paraíso Perdido (2007)
O segundo álbum da banda contém composições bem mais maduras e complexas, o mesmo trás a tona diversos problemas e questionamentos da sociedade atual em que vivemos, a mensagem é bem mais direta e dessa vez é algo bem maior, diferentemente de Mortos ao Amanhecer que nos mostra um jovem com seus problemas e relacionamentos perturbados, o Paraíso Perdido nos mostra uma visão bem mais ampla em cima de complexas ideias convertidas em composições, particularmente considero esse meu álbum favorito.


Embaixadores da Carne de Amanhã é uma das minhas músicas favoritas da banda, ela retrata a situação do mundo atual em que vivemos, as tragédias e atrocidades que acontecem todos os dias, e nos leva a pensar que se realmente existisse um deus onisciente e onipotente, não estaríamos na situação que nos encontramos hoje. Algo que achei bastante interessante nessa música foi a presença de crianças no vocal da mesma.


Nero (2010)
Este é o terceiro álbum da banda, nos trás a imagem de Nero, o imperador de Roma no século I, conhecido por seus atos bárbaros e exóticos, remete a uma versão moderna da Divina Comédia de Dante em forma de letras que explicitam todas as formas de perversão, e trás como tema principal uma das figuras mais polêmicas de nossa história, o imperador mais odiado, filho daquela piranha.


Princípio Vital é a primeira faixa do álbum, a letra da mesma me chamou bastante atenção por expor sua mensagem de uma forma poética, remetendo ao tema central do álbum, Nero, tudo isso sem perder o foco, algo que não é novidade quando se trata da Maldita.


Montagem (2012)
Este novo disco trás algo totalmente inovador, o instrumental de funk carioca em harmonia com as batidas do metal, vejo esse disco como uma forte crítica a nossa sociedade atual e o modo de vida que levamos, isso fica claro na primeira faixa do disco (Peixes), onde é criticado o quanto nos importamos com coisas fúteis e tratamos nosso planeta como se fosse lixo.


No clipe de peixes é mostrada a situação atual do planeta, o tamanho do problema que é gerado graças a nossa falta conscientização em cuidar do lugar onde vivemos.

O que mais me chama atenção na banda são as composições, as letras são cantadas em um enigma que mistura crítica, ideologias e pensamentos diversos, são coisas distintas que se completam, uma forma bem diferente e inovadora de se expressar.

Algo que me irrita são esses pseudo fãs da Maldita que ficam criticando o Montagem e comentando que a banda perdeu o foco apenas porque colocaram instrumentais de funk nas músicas desse EP, imagino que se realmente fossem fãs, entenderiam o real objetivo da banda com esse disco tão diferente dos outros trabalhos que já haviam feito. Enfim, no começo não gostei muito da ideia de minha banda favorita estar utilizando instrumental de um gênero musical que não chego a dar muito valor, porém, foi só ouvir para que eu mudasse de ideia. O Montagem foi algo totalmente inovador, o funk entrou em perfeita harmonia com o som pesado do metal, e as letras como sempre, cada vez melhores, isso sem falar da entrada do Fernando na banda, que foi algo mais inovador ainda. 


Sou fã da Maldita principalmente por esse motivo, eles não tem medo de inovar, estão em um ciclo contínuo de transformação, e evoluem mais a cada disco lançado, não é uma banda vazia como muitas por aí, é uma banda que não se prende a rótulos e padrões, somente quem tem mente aberta consegue compreender as mensagens que eles querem repassar. Todos os integrantes da banda estão de parabéns, cada um realiza sua função de um modo surpreendente, Vidaut, Lereu, Magrão, Fernando, e principalmente o Erich, que admiro bastante principalmente por suas composições, e sua visão de mundo diferente da visão de massa em geral, que tanto julga e critica, enfim, Maldita é cultura e tenho orgulho de assumir que sou fã dessa banda.


Fui em um show da Maldita e não tenho palavras para definir, foi algo totalmente maldito, além de acompanhar de perto esses sujeitos admiráveis fazendo sua arte, ainda tive a chance de bater um papo com os mesmos na maior tranquilidade e com direito a foto. Caso queiram saber mais sobre essa minha experiência, clique aqui.

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