quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Caso Kardec: A mulher que se apaixonou por um defunto

Caso Kardec: A mulher que se apaixonou por um defundo
As fotografias foram retiradas do perfil do facebook da moça

Fiquei sabendo de tal caso por meio de um imageboard, onde um usuário comentou algo sobre uma mulher que se apaixonara por um "defunto", não entendendo bem a situação tentei fazer pesquisas relacionadas no google upando à foto postada na da tal mulher, e acabei por seu encontrar seu perfil do facebook.

Ao navegar em sua linha do tempo logo vi a foto de capa, onde ela pousa ao lado do suposto falecido, e em sua foto de perfil é possível encontrar a foto do homem, foto essa que parece ser antiga, pela aparência. O nome do tal falecido foi citado pela própria mulher em uma das fotos, esse conhecido por Armando Terra.

O que me chamou maior atenção nesse caso, além das inúmeras fotos que ela posta junto do retrato do falecido, ou mesmo diante de seu sepulcro bem cuidado e enfeitado por ela, foi o fato de em um das fotos, ela estar segurando o porta retrato do homem, enquanto um menino (por volta de dez ou onze anos) toma mamadeira, algo normal, porém a mamadeira estava pregada com fita adesiva (ou algo do tipo) no porta retrato. Enquanto procurava mais informações nos comentários, acabei descobrindo que a criança citada é filho da moça.


Caso Kardec: A mulher que se apaixonou por um defundo
 Lá vi que o estranho caso tinha viralizado ao perceber que muitas pessoas comentavam coisas aleatórias a todo instante, alguns tentando alertar que ela precisa de ajuda psicológica, enquanto outros sem um pingo de noção sequer, por vez comentavam zombarias, muitos marcando amigos como se fossem fotos quaisquer em uma página de humor.

A mulher se chama Christianne Kardec, com base no que li em alguns comentários em grupos, a mesma era uma fiel da Igreja Universal, mas parece ter abandonado a igreja. Vendo suas postagens, pude perceber que ele possui conhecimento de outras religiões como a umbanda, o espiritismo, dentre outras áreas do esoterismo, de qualquer modo ainda parece ir à igreja em campanhas da Fogueira Santa, praticada em algumas igrejas, assim como na Universal, onde fieis doam certas quantias em dinheiro para fazer um ritual mensal, onde fazem pedidos para alcançar "causas impossíveis".


Caso Kardec: A mulher que se apaixonou por um defundo


Nada parece esclarecido, me indigno ao ver tantas pessoas acessando seu perfil apenas para julgá-la ou apenas zoar, na opinião de muitos que comentaram (com bom senso) ela precisa de ajuda, de alguém que possa conversar e ajuda-la, deve possuir algum problema, ter passado por situações difíceis que a fizeram chegar a esse ponto, pois observando seu perfil antigo e comparando com o atual, houve uma mudança brusca em seu comportamento, talvez uma obsessão por esse homem (que não sabemos quem é), alguns disseram que é o falecido marido dela, já outros comentam que ela se apaixonou pelo sujeito após sua morte, enfim, nada se sabe.




Caso Kardec: A mulher que se apaixonou por um defundo


Tenho informações escassas, não se sabe da veracidade dos fatos, tentei entrar em contato com pessoas que afirmavam conhecer a mulher, mas não obtive respostas, estou pesquisando e coletando informações, assim que obtiver esclarecimentos maiores, os trarei nessa mesma postagem.

Christianne faz inúmeras postagens por dia em seu perfil, e isso não é de hoje, olhando a data em que algumas fotos foram postadas, isso já vem acontecendo faz alguns anos e, graças ao alvoroço que os internautas vem causando recentemente, ela informou que desativaria tal perfil, deixando isso claro em sua última postagem.


Caso Kardec: A mulher que se apaixonou por um defundo

Ela também possui centenas de vídeos postados em seu perfil, e em praticamente todos aparece junto de seu amado falecido, porém seu perfil foi desativado e os vídeos não encontram-se mais no ar.


Caso Kardec: A mulher que se apaixonou por um defundo


Aos que estão acompanhando suas postagens, peço humildemente que parem de marcar amigos fazendo piadas, pois isso não é engraçado, parem de atirar pedras em formas de comentários, isso é a última coisa que ela precisa nesse momento, pelo contrário, tente se colocar na situação em que ela está passando, pensem em seu filho, na criança que não possui mentalidade para lidar com algo do gênero.

E, antes de encerrar esse texto, que fique bem claro que meu único intuito com essa matéria é arrecadar informações e arquiva-las por meio de meu blog, tentando dessa maneira, divulgar o caso para que alguém tome alguma atitude.

Continuarei tentando pesquisar e entrar contato com pessoas que conhecem a moça, assim que tiver mais informações, as trarei, se por acaso souber de algo, comente, se manifeste.


Caso Kardec: A mulher que se apaixonou por um defundo
Foto postada em 2013


Caso Kardec: A mulher que se apaixonou por um defundo
Foto postada em 2016


Atualização 07/02/17

Christianne (mais uma vez) desativou seu perfil, provavelmente por não aguentar mais tantas notificações e mensagens que estava recebendo, ela já havia informado que iria se afastar das redes sociais e, sinceramente para ela é melhor assim, ao expor sua vida de tal maneira a mesma sabia que consequências isso poderia gerar, mas talvez não imaginasse a que proporções chegariam.

Daqui a pouco surgirão novas informações do caso, e espero trazer boas notícias, na escassez de informação eis que uma leitora comentou um relato do contato que a mesma teve com Christianne, que lhe falou sobre o caso com mais detalhes.

Vejam os comentários feitos pela Beatriz aqui na matéria:

4 de fevereiro de 2017
(Por Beatriz Reis)

 23:44

"Quem descobriu essa moça, e conversou com ela foi a professora Joana Vieira essa história é verídica a professora postou, mas depois deletou por sorte eu copiei.

Passei dia desses pela Mauriti, aqui na capital paraense, e fiquei muito curiosa ao avistar esse carro onde se vê uma declaração de amor explícita ao jovem da foto. Entrei na padaria para tomar café e perguntei à atendente, que havia sido minha aluna, se ela sabia de quem se tratava. Ela me contou que o jovem, tão bonito e sorridente, era o falecido marido da dona do automóvel e que desde a sua morte ela não havia superado o fato. Me contou também que a foto foi fixada no carro há mais de um ano e que a esposa vivia em luto desde a sua partida. Fiquei triste e pensativa. "Como pode alguém perder o grande amor da sua vida e viver assim?". Achei triste porém, macabro.
Outra vez, da mesma padaria, avistei a moça cuidando dos seus enfeites. Ela passava o pano na imagem e beijava a foto numa alegria inigualável. Fui lá. Não resisti. Dei boa tarde, expliquei que estava escrevendo um livro de narrativas e queria contar sobre a história dela. Perguntei se ela topava participar e, apesar da resistência, ela acabou esquecendo a vendinha de bombons na frente da escola para me contar a história de amor mais curiosa que eu já ouvi. Me contou que conhecera o rapaz no cemitério, sim, ele está morto e o primeiro contato entre os dois foi ali, na sua sepultura. Ela é uma garota linda, gentil e mãe de um garotinho. Formada, bem informada, super inteligente e tem um português invejável. Pronuncia bem os plurais, fala sobre filosofia e teologia com propriedade. É uma mulher admirável, mas, se apaixonou por um defunto. Aliás, por uma espírito de luz, sua alma gêmea. Pois é, ele não foi seu marido e os dois nunca se conheceram em vida. Pode parecer loucura ou aberração satânica mas essa história de amor começa trinta anos depois da morte dele.

É que ela sofreu muito por amores não correspondidos. Namorou alguns caras mas nunca se sentiu completa. Casou, teve um filho porém, mais uma vez viu seus planos despedaçados. Resolveu então seguir sozinha, focou no trabalho e nos livros. Leu sobre Platão, Aristóteles, teologia e teorias físicas. Descobriu o espiritismo, aprofundou os seus conhecimentos sobre o assunto e começou a frequentar a capela do cemitério para fazer preces e orações junto aos mortos. Certo dia, em uma de sua visitas ao maior cemitério de Belém, no Guamá, passou por um túmulo e viu a imagem de um rapaz jovem que sorria na foto da lápide. Comentou rápido: "Que bonito que ele é!". Ficou curiosa mas nada que lhe fizesse parar para saber mais. Ocorre que, no mesmo dia, enquanto tomava banho, sentiu a presença de alguém lhe observando. Era ele, não havia dúvida. Ele veio até a sua casa e ela o sentiu como nunca: forte e doce.

No quarto, ele se materializou. Ela o viu por inteiro. Estava lindo e sorria. Pediu que segurasse a sua mão e os dois se abraçaram. Era como um encontro de almas, uma emoção tão gigantesca que ela chorou. "Eu chorei de saudade, parecia que nos conhecíamos de outras vidas!". Ficaram ali agarrados um ao outro enquanto ela reconhecia o seu cheiro. Ele agarrava o seu corpo forte enquanto ela chorava profundamente. "Foi lindo, a minha alma reconheceu a dele!". "Eu não senti medo. Senti amor. O mais puro e profundo amor!"


23:45

"Ela sabe detalhes da vida que ele viveu quando estava encarnado. Me contou que ele morreu tragicamente em um acidente na Avenida Almirante Barroso. Ele dirigia o carro e perdeu o controle. Capotou várias vezes, bateu em um poste e faleceu instantaneamente. Era muito jovem, levou tempo para compreender. É descendente de português e, com o passar dos anos, foi se perdendo da família. Não recebe visitas e ainda sofre com a solidão. Ela o ama. Me disse que estão juntos e que nunca mais teve olhos para outro homem. Está feliz e se sente completa. Trabalha com a venda de bombons, mora com o pai e o seu filhinho, vive uma vida normal e não se importa se as pessoas não acreditam na sua história de amor. É feliz e está realizada. É linda, inteligente e surpreendente. Tem um sorriso encantador e é mais normal do que muita gente por aí. Ouvi curiosa a sua história e me emocionei com cada detalhe...queria escrever um livro sobre eles mas prefiro que ela guarde as suas narrativas para si porque percebi que ela é feliz sem plateia. Está bem e é o que importa. Se é verdade ou não, não cabe a mim opinar. O que eu sei é que, poucas vezes eu me emocionei tanto com uma história de amor como agora, com a dela. Foi lindo, choroso, emocionante...

Para quem mora na Amazônia, onde há garotas mortas pegando táxi por aí ou Matinta Perêra e boto, acreditar em um amor entre uma moça e uma alma é o de menos..."






Por: David Alves Mendes