sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Emboscada - Caligari part. Patrick Horla [Análise do Clipe]


[CONFIRA O CLIPE LOGO ABAIXO DA MATÉRIA]


Há uns dois meses o rapper e DJ Caique, vulgo Caligari, divulgou em seu canal do youtube um clipe de um som intitulado de Emboscada, este em parceria com o polêmico Patrick Horla.

Já vi o clipe diversas vezes e agora para analisar vejo mais algumas, ambos acordam em o que parece ser um cativeiro, o Caligari começa a mandar sua rima assim que o "Jason Voohers" entra em cena.

"Cai nessa emboscada,
Me levaram pro meio do nada
Com as mãos amarradas"

 Esse verso define o começo da track, chegando com uma lírica pesada, fazendo uma clara crítica ao trap, como no verso a seguir.

"Torturado por ainda ser boom bap,
Não fazer os trap, eu sou o rap
Com ou sem snapback"

Enquanto manda a rima o cenário ao redor dá um ênfase enorme em relação à música, o Caligari expõe sua opiniões em sua levada.

É possível notar o Horla aparentemente desacordado em outra sala, isso através de um aparelho de televisão que mostra câmeras no até então cativeiro, os efeitos de camêra são bem realistas, e lembram bastante algumas cenas de vítimas em cativeiro em alguns filmes.

Há outro sujeito em cena, além do que está com uma mascara de hockey, lembrando o Jason, um palhaço bizarro com um cacetete de policial na mão.

Eles espancam o Caligari enquanto ele continua cantando, e de uma hora pra outra o jogo vira, as luzes começam a oscilar um pouco depois dos sujeitos colocarem uma venda no Caligari

"Pode vendar meus olhos de vez,
Que mesmo assim enxergo mais que vocês,
Eu devoro miolos, nisso eu sou freguês,
Sou mais perturbador que os filmes de terror japonês."

Enquanto manda o refrão acima ele se desata das amarras e se livra das vendas, em uma sequência de efeitos especiais, como olhos negros (dando a entender que ele está possuído).

Seguindo no flow tem uma parte do clipe em que ele quebra o pescoço do tal palhaço, e logo após explode literalmente o mesmo, o que faz o cara com máscara de hockey sair correndo (essa parte me fez rir).

Daí surge o Rapha Castejon (vocalista da banda Trayce) cantando o refrão do som e abrindo a entrada do Horla.

Tentando fugir do Caligari, o falso Jason bate de frente com o Horla fumando um baseado, tranquilo.

"Pescoços notam minha presença (click)
Os pescoços negam minha presença (clack)
Balançam junto com a minha benga (PLAW)"

Chegando pesado na rima, a cada "click" que faz no backing vocal, é uma fratura no pescoço do mascarado, no "plaw" ele explode o condenado como o Caligari fez, espalhando sangue e tripas por todo o cenário.

A partir desse momento a câmera começa a mudar, filmando o lugar de todos os ângulos e mostrando o ambiente com as paredes repletas de sangue, nesse desenrolar todo, o Horla não solta um minuto sequer o beck.

"Eles querem me ver na câmara de gás,
Tá aqui o resultado em câmera lenta."

Nesse verso é possível ver em câmera lenta o que parece ser miolos e entranhas junto da máscara de hockey, enquanto o Horla segue firme na levada.

No final na rima o Rapha volta fazendo o refrão de encerramento da música enquanto o guitarrista Alex Gizzi (também da banda Trayce):

"Meu santo me ensinou na rua
Que a vela não é de cera,
Minhas palavras ferem a tua alma
E evidencia a sua fraqueza"

Após o refrão é possível apenas ver cenas aleatórias, como o Caligari saindo de cena.

A produção e masterização da música foi feita pelo próprio DJ Caique, a composição feita em conjunto com o Horla. Já clipe foi feito pelo "Hello My Planet".


Há uns dois anos atrás falei um pouco sobre o Patrick Horla aqui no blog, se quiser conferir a matéria basta clicar aqui .

Eis aí um clipe que vale a pena ver, deixarei logo aqui abaixo o vídeo original, upado pelo DJ Caique, se liga:

 

Matéria por David Alves Mendes

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