terça-feira, 25 de novembro de 2014

O mar celestial


Devemos essa história ao cronista inglês Gervase de Tilbury, que a incluiu em sua obra Otia Imperiala, escrita em torno de 1212 para seu patrono, o Sacro Imperador Romano Otão IV. Gervase declarou sua crença de que "o mar é mais alto do que a terra ", que "estava acima da nossa habitação... dentro ou no ar. " Essa ideia estava baseada em Gênesis 1, que fala de " águas acima do firmamento. "

"Fez, pois, Deus o firmamento, e dividiu as águas que estavam debaixo do firmamento das águas que estavam por cima do firmamento; e assim se fez.
Chamou Deus ao firmamento Céu. Houve tarde e houve manhã, dia segundo."
(Gênesis 1:7-8)


Para provar seus argumentos, Gervase descreve um episódio supostamente ocorrido em uma aldeia inglesa. Em um domingo nublado, quando os moradores estavam saindo da igreja local, eles notaram uma âncora engatada a uma das lápides, no cemitério ao lado da capela. Ela estava presa a uma corda esticada para cima, para dentro dos céus nublados. Para surpresa de todos, a corda começou a se mover, como se alguém estivesse tentando desatar  a âncora da lápide. A âncora não se mexia, e então vozes,  como as de marinheiros gritando, foram ouvidas desde o céu; depois, um homem começou a descer pela corda. Os aldeões o capturaram, momento em que ele morreu, "sufocado pela umidade do nosso ar denso, como se estivesse se afogando no mar." Depois de uma hora, a corda foi cortada por alguém lá de cima e os outros misteriosos marinheiros seguiram viagem.

Outro conto nos fala de um comerciante que acidentalmente deixou cair a faca, enquanto no mar. Na mesma hora, a mesma faca de repente entrou por uma janela aberta de sua casa em Bristol, caindo em cima da mesa, na frente de sua assustada esposa. Como seria de se  esperar, essas lendas são interpretadas pelos teóricos de OVNIS como histórias reais de encontros com civilizações e tecnologias alienígenas.