quarta-feira, 17 de setembro de 2014

A misteriosa rádio UVB-76

















A partir de uma torre enferrujada e solitária em uma floresta ao norte de Moscou, uma misteriosa onda curta de rádio vem sendo transmitida dia e noite.

Desde 1982, a rádio transmite quase nada, mas emite um sinal sonoro, depois disso, passa a executar zumbidos, geralmente entre 21 e 34 vezes por minuto, cada uma com duração de aproximadamente um segundo – que parece lembrar uma sirene estridente.

O sinal teria origem em gorodok voyenni (cidade militar) perto da aldeia de Povarovo e, muito raramente, talvez a cada poucas semanas, a monotonia parece ser quebrada por uma voz masculina recitando breves sequências de números e palavras, muitas vezes seguidos de nomes russos: “Anna, Nikolai, Ivan, Tatyana, Roman”.


Contudo, a transmissão parece preenchida por uma constante e quase alucinante série de tons inexplicáveis. A amplitude e a afinação do zumbido por vezes mudam, e os intervalos entre os tons parecem oscilar. Qual a finalidade disso? Ninguém realmente sabe.

Nenhum dos transtornos que a Rússia se envolveu na última década parecem ter afetado a programação da rádio, que continuou a reproduzir seus sons bizarros. O que torna a  UVB-76 com um propósito ainda mais inescrutável.

Durante esse tempo, sua transmissão ganhou um pequeno grupo de entusiastas de rádio de ondas curtas, que sintonizam e tem documentado quase todos os sinais transmitidos.

No dia 5 de junho de 2010, o zumbido cessou. Não houve anúncios e nem explicações. Só o silêncio. Ninguém sabia o porquê.

No dia seguinte, a transmissão voltou como se nada tivesse acontecido. Nos meses seguintes, a UVB-76 se comportou mais ou menos como sempre. Houveram algumas interferências de curta duração – incluindo barulhos que soavam como código Morse. Um tempo depois, o zumbido parou novamente. Logo voltou, parou de novo, começou de novo.

Em 25 de agosto de 2010, às 10h13, algo na UVB-76 saiu totalmente errado. Após um silêncio, sons estranhos foram ouvidos, era como se alguém estivesse pronto para falar alguma coisa.

Era a primeira vez que os bips, zumbindo, códigos e números pareciam deixar a programação.
Muitos aguardavam que alguém estava prestes a se revelar. Na primeira semana de setembro, a transmissão foi interrompida, algumas pessoas alegam ter ouvido trechos gravados de “Dança dos Pequenos Cisnes” de Tchaikovsky.

Na noite de 7 de Setembro, algo mais dramático surgiu. Às 08h48, horário de Moscou, uma voz masculina se apresentou como Mikhail Dmitri Zhenya Boris e alertava que a estação agora se chamava MDZhB (embora os fãs da estação ainda preferem se referir a ela como UVB-76).

Após o anúncio,  mensagens tipicamente nebulosas voltaram a programação: “04 D-R-E-N-D-O-U-T 979″, seguido por mais séries de números, então “T-R-E-N-E-R-S-K-I-Y” e ainda mais números.

Os russos tentam refletir, até hoje, sobre o significado da rádio fantasma, questionando o propósito por trás do padrão. Ninguém sabe, o que é a pior e a melhor parte dela.


Aficionados de rádio de ondas curtas tem desenvolvido várias hipóteses sobre o papel da estação militar. Entre as teorias estão a possibilidade de que ela funcionava para servir alguma função, mas provavelmente seu objetivo foi perdido na burocracia.
Outros acreditam que as transmissões seriam direcionadas a espiões russos em outros países. Outra teoria, e mais preocupante, afirma que a UVB-76 serviu como centro do fim do mundo, uma comunicação da ex-União Soviética que programava lançar uma onda de mísseis nucleares nos EUA.
A maioria dos ouvintes, porém, acreditam que UVB-76 é um exemplo idiossincrático do que é chamado de uma estação de números, usado para comunicar mensagens criptografadas.
Normalmente, estas estações transmitem números em grupos de cinco, o que torna impossível detectar lacunas entre palavras e frases. Os números, então, podem ser descodificados utilizando uma chave conhecida pelo ouvinte alvo.








Algumas pessoas já tentaram visitar o suposto local onde a rádio está instalada. Uma cerca de arame parece proteger a torre de rádio, incluindo uma grande antena e um vira-lata amarrado a um cabo preso a uma árvore do edifício.
A porta da frente parece estar bloqueada. Não há luz no interior, ninguém entra ou sai. Mas alguém esteve aqui. O cão, antes de tudo, parece bem alimentado.

Fonte: Arquivo UFO

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