quarta-feira, 30 de julho de 2014

Maníacos de Dnepropetrovsk

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Maníacos de Dnepropetrovsk foi a denominação dada pela mídia aos assassinos responsáveis pela série de assassinatos em Dnepropetrovsk, na Ucrânia, durante os meses de junho e julho, no ano de 2007. O caso ganhou repercusão principalmente devido às gravações de alguns dos assassinatos, que acabaram por cair na rede. Dois jovens, Viktor Sayenko e Igor Suprunyouck, de 19 anos, foram acusados por cometerem 21 assassinatos. Alexander Hanza, um cúmplice, foi acusado de dois assaltos a mão armada, esses, ocorreram antes dos assassinatos. Em 11 de fevereiro de 2009, os três foram declarados culpados. Os dois jovens assassinos estão em prisão perpétua, já Hanza, recebeu 9 anos de prisão.

Tudo começa quando Igor Suprunyuck e Viktor Sayenko de 14 anos se tornam amigos na escola em Dnepropetrovsk, na Ucrânia, logo conheceram um outro rapaz chamado Alexander Hanzha. Os três juntos descobriram que tinham uma coisa em comum, o desejo de superar os seus medos. Igor e Viktor temiam alturas, e Hanzha sangue, e todos eles tinham medo de ser espancados pelos alunos mais agressivos da escola. 


Logo não pouparam esforços  para se tornarem mais corajosos, tudo começou inocentemente com atividades como se pendurar em locais altos e logo depois, isso evoluiu para torturar e mutilar cães, gatos e outros animais, até começarem a matar homens e mulheres. Os assassinatos parecem ter sido a maneira que Igor e Viktor encontraram para combater o medo das pessoas.

Os dois primeiros assassinatos ocorreram na noite de 25 de junho de 2007. A primeira vítima dos jovens, foi Ekaterina Ilchenk, uma mulher de 33 anos que retornava para casa depois de sair com o namorado. De acordo com a confissão de Sayenko, ele e Suprunyuck haviam saído para dar uma volta. Suprunyuck possuia um martelo, foi ele quem golpeou da cabeça de Ilchenk. O corpo da mesma foi encontrado pela mãe, por volta das 5 da manhã.

Ekaterina Ilchenk, primeira vítima de Viktor Sayenko e Igor Suprunyouck, 3 Guys 1 Hammer, assassinatos na ucrânia, em Dnepropetrovsk Blog Mortalha
A vítima à esquerda com sua mãe

Cerca de três horas depois de cometerem o primeiro assassinato, os jovens atacaram uma segunda vítima, Roman Tatarevich. Ele dormia em um banco perto do lugar onde a primeira vítima havia sido assassinada. A cabeça dele foi brutalmente golpeada repetidas vezes com objetos tão pesados, que seu rosto ficou totalmente desfigurado.

Seis dias após os dois assassinatos, os garotos fizeram mais duas vítimas, Evgeniya Grischenko e Nikolai Serchuk, que foram encontradas mortas na cidade vizinha de Novomoskovsk.

Na noite de 6 de julho, mais três pessoas foram assassinadas em Dnepropetrovsk. A primeira foi Egor Nechvoloda, militar que havia se alistado há pouco tempo. Enquanto voltava de uma boate, foi espancado até a morte. Sua mãe encontrou o corpo pela manhã.

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Elena Shram, uma guarda noturna de 28 anos, também havia sido assassinada perto de uma esquina na Rua Kosiora. Segundo a confissão de Sayenko, Shram caminhava até eles, quando Suprunyuck lhe espancou até a morte com o martelo que carregava consigo, embaixo da camisa. Na mesma noite, ainda mataram uma mulher chama Valentina Hanza (a vítima não possuia nenhum parentesco com o cúmplico, Alexanbder Hanza, apesar do sobrenome).

No dia seguinte, 7 de julho, dois garotos de 14 anos, que eram vizinhos dos assassinos, foram atacados durante à luz do dia enquanto pescavam. Um dos dois, Andrei Sidyuck, foi assassinado, mas o outro, Vadim Lyakhov, conseguiu escapar.

No dia 12 de julho, um homem chamado Sergei Yatzenko, de 48 anos, desapareceu depois de sair em sua bicicleta. O corpo foi encontrado quatro dias depois, com sinais explícitos de um ataque brutal. O assassinato de Sergei foi gravado pelos próprios assassinos, e foi o vídeo mais repecurtido dos dois jovens, se tornando um famoso 'snuff', chamado de "3 Guys and 1 Hammer", em português, "3 Caras e 1 Martelo", algo meio óbvio. Sergei era casado, tinha filhos e netos, e ainda possui uma mãe deficiente, de quem ele cuidava.

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Imagem do vídeo "3 Guys and 1 Hammer"

Outros treze assassinatos se seguiram a esses, com a maioria dos corpos encontrados no mesmo dia. E pelo que parece, todas as vítimas foram escolhidas aleatoriamente, ainda que fossem sempre pessoas frágeis ou debilitadas.

A maioria das vítimas foram assassinadas com objetos pesados, como martelos e barras de aço. Os assassinos batiam principalmente no rosto, deixando as facas das vítimas totalmente desfiguradas de uma maneira irreconhecível. Muitas vítimas foram torturadas e mutiladas, porém, não houve abuso sexual em nenhum caso. Na maioria deles, as vítimas possuíam os pertences roubados, para serem vendidos pelos jovens.

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Não relacionaram os assassinatos realizados até 7 de julho com o ataque aos garotos em Podgorodnoye. Vadim Lyakhov, o garoto sobrevivente, foi inicialmente preso, suspeito de assassinar o amigo. Não permitiram que ele chamasse um advogado e ele foi espancado pela  polícia durante o interrogatório. De qualquer forma, averiguaram rapidamente que ele não era o culpado pela morte de Andrei Sidyuck, e que esse assassinato estava relacionado ao recente massacre. Lyakhov após ser inocentado, ajudou a polícia fazendo o retrato falado dos culpados.

Vários dias depois, no dia 14 de julho, uma mulher de 45 anos chamada Natalia Mamarchuck estava conduzindo seu scooter no povoado vizinho de Diyovka. Quando passava por uma área arborizada, dois homens correram até ela e a derrubaram. Então tiraram uma arma pesada, possivelmente um martelo ou um cano, e golpearam-na até a morte. Quando ela parou de se mexer, no chão, os homens subiram na scooter e fugiram. O ataque foi visto de uma certa distância por várias pessoas do lugar. As testemunhas tentaram persegui-los, mas logo perderam as pistas. Duas crianças também viram o ataque de perto, escondidos a alguns metros de onde Mamarchuck foi assassinada. Eles deram uma detalhada descrição dos assassinos que coincidia com o que Lyakhov havia falado anteriormente. Um grupo de investigação foi rapidamente criado em Kiev, liderado pelo investigador criminal Vasily Paskalov. Cerca de 2 mil investigadores trabalharam no caso.

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A princípio a investigação foi feita em segredo, sem informações oficiais acerca dos assassinatos, as pessoas não foram avisadas sobre possíveis ataques tampouco foram descritos os suspeitos. Ainda assim, rumores do assassinato mantiveram as pessoas em suas casas por várias noites. Os investigadores distribuíram alguns retratos dos suspeitos e listas de propriedades roubadas para as casas de empenho locais. As propriedades roubadas começaram a aparecer nas casas de empenho da cidade do distrito de Leninskiy. A combinação dos retratos e as propriedades roubadas encontradas guiaram as autoridades até os suspeitos.

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Igor e Viktor ganharam atenção especial depois de seus vídeos matando pessoas caírem na rede. Eles gravavam a maioria de suas obras, incluindo os horrores que praticavam com os animais e as pessoas com uma enorme frieza. Apesar dessa evidência toda gravada e comprovada, os jovens e suas famílias insistiam em sua inocência. Eles diziam terem sido enquadrados em uma conspiração para proteger os verdadeiros assassinos, altamente colocados, pessoas poderosas que estão acima da lei.

Igor Suprunyuck recebeu 21 acusações de assassinato, oito de assalto à mão armada e uma contagem de crueldade animal.

Viktor Sayenko recebeu 18 acusações de homicídio, cinco de roubo e uma acusação de crueldade contra os animais. 

Alexander Hanzha foi acusado de dois crimes de roubo. Alexander, que não foi capturado em vídeo, se declarou culpado e pediu desculpas às famílias das vítimas.

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Os outros dois mais tarde se retrataram suas confissões citando a brutalidade policial, e queriam manter a sua inocência. Durante o julgamento, um vídeo do celular de um dos assassinatos foi mostrado ao tribunal como prova, em outubro de 2008. O mesmo vídeo vazou na Internet em dezembro. O advogado e os réus alegaram que os vídeos foram alterados para implicar os seus clientes, e proteger os verdadeiros assassinos, que supostamente continuam foragidos. Os promotores e o juiz não descartaram a hipótese de que pode haver outros cúmplices lá fora.

Em 11 de fevereiro de 2009, Igor Suprunyuck e Viktor Sayenko receberam sentença de prisão perpétua. Seu apelo foi negado. Alexander Hanzha recebeu uma sentença de nove anos, além do que ele já estava servindo.

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A acusação não estabeleceu um motivo específico por trás dos assassinatos. A imprensa local informou que os assassinos tinham um plano para ficarem ricos a partir dos vídeos de assassinatos que eles gravavam - conhecidos como Snuff Films. Uma das namoradas dos suspeitos informou que eles estavam planejando fazer vídeos de quarenta assassinatos. Esse fato foi confirmado por um antigo colega dos suspeitos, pois muitas vezes, ele ouviu o Suprunyuck entrar em contato com um desconhecido "operador de um site rico estrangeiro" que ordenou quarenta vídeos de mortes e pagaria uma grande quantidade de dinheiro caso fossem feitas. Mas algumas autoridades do caso acreditam que eles estavam fazendo isso como um hobby, para ter uma coleção de memórias quando ficassem velhos e que para esses jovens, o assassinato era como entretenimento ou caça.

Fonte das informações: Insanidades Humanas

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